NOTÍCIAS 

28 de Janeiro de 2009 – Matéria do G1.

 Brasil é o terceiro colocado em número de "grandes empresas emergentes"

            Quatorze empresas brasileiras compõem a lista de 100 companhias de economias emergentes classificadas como sérias concorrentes a multinacionais de países desenvolvidos, publicada pela consultoria Boston Consulting Group e divulgada no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

            O Brasil é o terceiro país com mais companhias na lista, atrás da China (36) e da Índia (20). Em seguida, vêm México (7) e Rússia (6). Juntas, essas 100 empresas somaram, em 2007 (ano-base da lista), receitas de US$ 1,5 trilhão e alcançaram ou superaram rivais muito mais antigas de EUA, Europa e Japão.

            Pela primeira vez, a lista inclui companhias do Oriente Médio, com quatro dos Emirados Árabes Unidos e uma do Kuwait.


20 de Janeiro de 2009 – Valor Econômico, Claudia Safatle, Cristiano Romero e Alex Ribeiro.

 Proposta de reforma busca evitar nova grande crise

            Mais regulação, mais supervisão, maior exigência de capital e limites à concentração bancária. Estes são alguns dos ingredientes da receita para consertar o sistema financeiro mundial, imerso na maior crise desde a Grande Depressão, conforme relatório do Grupo dos 30, organização privada que reúne alguns dos mais renomados economistas do mundo. O grupo é presidido por Paul Volcker, indicado para presidente do Conselho de Recuperação Econômica Presidencial do governo de Barack Obama.

            Intitulado "Reforma Financeira - Um Sistema para Estabilização Financeira" o texto de 77 páginas foi escrito por Volcker, Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central do Brasil, e Tommaso Padoa-Schioppa, ex-ministro das Finanças da Itália, ambos vice-presidentes da organização, que conta com nomes como Timothy Geithner e Larry Summer (respectivamente escolhidos secretário do Tesouro e assessor econômico de Obama).

            Não se trata de um documento pronto e acabado. A idéia, segundo Fraga, é que ele seja usado como partida na discussão sobre a reconstrução do sistema. Resultado de seis meses de trabalho, o documento apresenta 18 instigantes propostas que vão desde a adoção de uma política de requerimento de capital pró-cíclica (com maior exigência de capital dos bancos nos períodos de expansão da economia e do crédito) à imposição de limites nacionais sobre concentração de depósitos, para evitar uma excessiva concentração no sistema bancário, que dificulta uma supervisão efetiva. Esta, por sua vez, deverá ser estendida também às atividades não-bancárias (hedge-funds, private equities), que foram de grande relevância para a eclosão da crise e terão que ser reguladas.

            Não é a primeira vez que reguladores tentam fechar as brechas que levaram a crises, e as instituições financeiras têm mostrado ao longo dos anos uma capacidade quase inesgotável para contorná-las. "É um alvo móvel", afirma Fraga, que reconhece dificuldade em estabelecer uma regra que torne o sistema imune a crises. "O que se espera é diminuir a chance de acontecer algo tão grande de novo."

            Nas ofensivas regulatórias anteriores, como a que se seguiu à crise de 1929, que levou à separação de bancos comerciais e de investimento, foram cometidos exageros, que tiveram que ser corrigidos mais adiante. Nessa crise, banqueiros têm pedido moderação aos reguladores, para evitar o encarecimento de produtos financeiros e a destruição do espírito inovador do sistema.

            Fraga diz que, ante os excessos cometidos nos anos recentes, é inevitável que a indústria financeira seja onerada com regras mais rígidas e exigência mais pesadas de capital. Mas pondera que, nem de longe, as novas regras vão matar a galinha dos ovos de ouro. Segundo ele, quando o sistema financeiro faz a intermediação de forma eficiente, pode correr mais riscos.

            "No Brasil, nunca caímos na ilusão de que o mercado sozinho iria resolver tudo", afirma Fraga. "Talvez o nosso histórico seja próximo do que deve ser o consenso hoje", disse, se referindo às regras prudenciais sob discussão no âmbito internacional.

            No desenho proposto pelo Grupo dos 30, os bancos centrais assumem papel de maior relevância na prevenção, até porque quando as crises acontecem eles são chamados a agir. Os economistas dizem que a história e as características jurídicas de cada país devem ser respeitadas, mas como linha geral propõe que as autoridades repensem as estruturas regulatórias fragmentadas e sobrepostas, que criam brechas para as instituições financeiras escaparem das regras.

            Os reguladores devem dispensar uma atenção especial para os bancos de grande porte, que trazem riscos sistêmicos mais graves. Em algum momento, eles terão que refletir sobre mecanismos para evitar o agigantamento dos agentes. Fraga reconhece que em meio à crise não há como forçar a desconcentração, embora recentemente tenham surgidos casos disso (Citigroup e UBS).

            Uma falha do sistema é a falta de mecanismos de resolução de crise para instituições financeiras não bancárias. No caso brasileiro, não há nem mesmo um instrumento desse tipo para os próprios bancos, com o fim dos programas de reestruturação, como o Proes e o Proer. "Estamos no vazio e deveríamos aproveitar esse momento, que é bom para nós, para produzir um arcabouço que preencha esse buraco", sugere .

            O sistema financeiro deverá reforçar seus controles sobre atividades básicas, como a geração de crédito. É por isso que uma das medidas propõe que, quando fizerem securitização, as instituições financeiras que geraram as carteiras retenham uma parcela expressiva do risco.
No caso das agências de "rating", há conflitos de interesse porque são contratadas e pagas por quem faz a emissão de títulos. O certo, para o Grupo dos 30, é que fossem pagas pelos investidores, que são os maiores interessados pelas avaliações.


20 de Janeiro de 2009 –  O Estado de São Paulo, Opinião - B2 - Economia.

 Brasil ocupa lugar de destaque nos IEDs

            Os Investimentos Estrangeiros Diretos (IEDs) somaram, no mundo todo, US$ 1.449,1 bilhões em 2008, segundo a Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad), com queda de 20,7% em relação ao ano anterior, o que se explica pela crise financeira que se iniciou no quarto trimestre do ano. No entanto, o Brasil conseguiu 20,5% a mais de IEDs em relação ao ano anterior, com um fluxo de US$ 41,7 bilhões. O aumento para o conjunto dos países em desenvolvimento foi de 3,6%.

            O fluxo para os países desenvolvidos, de US$ 840,1 bilhões - os EUA ocupando o primeiro lugar, com US$ 220 bilhões -, sofreu no ano passado queda de 20,7%.

            Todos os países emergentes conseguiram captar mais IEDs, indício de que os países ricos, com certa saturação em seus mercados e, especialmente, com aumento dos seus custos de produção, procuraram investir em países com mercados internos importantes, ou implantar nesses países alguma plataforma de produção voltada para a exportação.

            O caso do Brasil é particularmente ilustrativo. Entre os países que constituem o grupo chamado Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), a Índia apresentou a maior taxa de crescimento de IED (59,6%) e os outros dois países do bloco que conseguiram um valor de IED maior que o do Brasil – foram a China (incluindo Hong Kong) que ocupou o primeiro lugar, captando US$ 153,1 bilhões, e a Rússia, o segundo, com US$ 61,7 bilhões. Mas o fato é que o Brasil, que em 2007 havia absorvido 1,9% dos IEDs movimentados no mundo, elevou sua participação para 2,8% em 2008.

            O aumento da atração de capital estrangeiro pelo Brasil se explica desde logo pela importância do mercado interno, fator decisivo, bastando levar em conta as vendas de automóveis no ano passado para entendê-lo.

            A estabilidade política representou outro atrativo forte e, certamente, o sucesso exibido pelo País no controle das pressões inflacionárias, graças à política do Banco Central, pesou bastante para a vinda do capital estrangeiro.

            Esse fluxo teria sido, portanto, maior, não fossem os fatores negativos, entre os quais predominam a burocracia e uma infraestrutura atrasada.

            É provável que com a crise internacional se registre em 2009 uma queda na vinda dos IEDs, tudo dependerá do sucesso da política econômica em manter um crescimento adequado da demanda.


13 de Agosto de 2008 – Matéria da Gazeta do Povo, Isadora Rupp.

 Agronegócio Coreano deve investir US$30 milhões no Paraná

Empresários da Coréia do Sul estão interessados em instalar uma indústria de processamento de soja no Paraná. O anúncio foi feito ontem pela Câmara de Comércio Brasil - Coréia no Paraná, que promoveu reuniões da comitiva coreana com o Secretário de Indústria e Comércio do Paraná, Virgílio Moreira Filho, e com a Federação das Indústrias e Comércio do Paraná (FIEP), na tarde de ontem, para apresentar os potenciais investimentos.

            A intenção é processar a soja para produção de óleo, bio-combustível e ração, e exportar o produto final para a Coréia. “O Paraná é o segundo maior plantador de soja do Brasil e tem a logística necessária”, afirmou o presidente da Câmara de Comércio Brasil - Coréia no Paraná, Sr. Hong Soon Kang.

            O objetivo da empresa é conseguir arrendar 50 mil hectares de terras nos próximos 30 anos, para produção de três toneladas de soja por ano. Os investimentos somados chegam a US$ 30 milhões, sendo US$ 10 milhões para plantações e os US$ 20 milhões restantes para a fabricação de óleo e outros produtos.


13 de Agosto de 2008 – Matéria www.ccibk.com.br.

 A Agência Curitiba (Tecnoparque) apóia a Camâra de Comercio Brasil Coréia

Tecnoparque através do seu Gestor Sr. Alexandre Modesto Cordeiro coloca-se a disposição para auxiliar a Camâra de Comercio Brasil Coréia.  


07 de Agosto de 2008 – Matéria www.ccibk.com.br.

 O Sr. Hong Soon Kang é convidado a integrar o Concex

             O presidente da Câmara de Comércio Brasil – Coréia, Sr. Hong Soon Kang (Mestre Kang) é convidado a integrar o Conselho Institucional do Concex. O convite foi feito pelo Sr. Sinval Zaidan Lobato Machado.


04 de Novembro de 2008 – Valor Econômico - Assis Moreira.

 OMC quer que banco privado ajude a financiar exportação

            A seca de crédito para o comércio internacional de bens e matérias-primas é um problema que pode persistir no longo prazo e bancos privados e instituições oficiais esboçam soluções para discutirem no dia 12 na Organização Mundial do Comércio (OMC).

            Uma idéia em exame é fazer os bancos regionais de desenvolvimento, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), ou nacionais, como o BNDES, atuarem mais no co-financiamento com bancos privados para ajudar os exportadores que atualmente enfrentam sérios problemas de financiamento.

            Assim, o risco das operações seria repartido entre os setores público e privado, desde que os atores realmente tenham as mesmas informações entre eles, segundo fontes próximas da OMC. Tanto o crédito secou para exportar, como importadores têm dificuldades no acesso a letras de crédito, um instrumento básico nas operações de comércio exterior.

            O BNDES começou a discutir com bancos privados que atuam como seus agentes financeiros a possibilidade de compartilhar parte do risco nas operações de comércio exterior. Hoje nas linhas do BNDES-Exim, o braço de exportação do BNDES, os agentes correm 100% do risco nas operações. Isso significa que, em caso de inadimplência pelo tomador do empréstimo, o risco para o BNDES é quase zero. A responsabilidade é toda do agente.

            Agentes financeiros do BNDES confirmaram que houve reunião na sede do banco, no Rio, semana passada, para discutir o assunto. Um dos temas em pauta é a redução do percentual de risco hoje nas mãos do agente financeiro que repassa as linhas do BNDES-Exim. Se o BNDES assumisse parte do risco, os bancos privados seriam beneficiados. Teriam o seu risco mitigado e poderiam reduzir taxas nos empréstimos, disse representante de um dos agentes.

            Mas há dúvidas se esse novo modelo, com fianças do BNDES, seria ágil o suficiente para manter a competitividade das linhas de apoio à exportação. Há receio de que a análise de risco do cliente, pelo BNDES, seja muito demorada. O BNDES-Exim prevê desembolsar entre US$ 5,5 bilhões e US$ 6 bilhões este ano. De janeiro a agosto, o banco desembolsou US$ 3,39 bilhões nas linhas de exportação. O banco financia a produção e a venda dos produtos a serem exportados, sobretudo bens de capital.

            Pela tendência identificada na OMC, o problema pode ser de longo prazo, no rastro da crise financeira global. É que os bancos em geral se distanciaram progressivamente de suas atividades tradicionais, como os empréstimos, para se lançar em atividades financeiras mais arriscadas e na maioria parte das vezes, fora dos balanços.

            O que se constata agora é que bancos tinham os créditos a exportação, em geral de curto prazo, justamente fora do balanço. E agora, para trazer de volta das operações para seus balanços, precisam de recapitalização.

            O resultado é que os mais expostos nas operações de comércio exterior duplicaram o custo para o exportador, exigem mais garantias e são mais seletivos.

            O diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, convocou uma reunião para a semana que vem com um grupo de bancos privados, como HSBC, Royal Bank of Scotland, JP Morgan e Commerzbank, além do FMI, Banco Mundial, agências oficiais de crédito e bancos regionais de desenvolvimento. O BNDES é o único banco nacional de desenvolvimento convidado.

            A OMC quer examinar até que ponto o problema é de longo prazo e a partir daí uma das idéias é acionar os chefes de Estado e de governo que vão se reunir no dia 15 em Washington para discutir a crise financeira global.

            Está claro que as agências oficiais de crédito já trabalham bastante com bancos privados. Mas o mesmo não acontece com os bancos regionais de desenvolvimento. Uma das idéias é que os lideres políticos pressionem o BID ou o Banco Asiático de Desenvolvimento ou mesmo o Banco Mundial para serem mais ativos no co-financiamento com o setor privado.

            Para a OMC, se já há recessão econômica em vários países de peso, o que menos se deve querer agora é o "entupimento" do comércio internacional. Uma das preocupações é com o custo do financiamento, quando existe, para pequenas e médias empresas.

            O Brasil foi o primeiro país a acionar a OMC, inquieto com a falta de financiamento à exportação. Ontem o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, parecia mais positivo. Mencionou a queda de juros no mercado interbancário e acha que a operação de "swap" de US$ 30 bilhões entre o Banco Central do Brasil e o Federal Reserve, dos Estados Unidos, pode ter efeito positivo para os exportadores.

            Enquanto isso, a falta de crédito comercial está tendo efeito desastroso no transporte marítimo, segundo informou o jornal "Times", de Londres. A maior empresa global de contêineres, a dinamarquesa Maersk, acusa os bancos de causar estragos no setor. (Colaborou Francisco Góes, do Rio)